Novo laudo aponta que aluna morta em excursão em 2015 foi asfixiada

Um novo laudo feito pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo apontou que a adolescente que foi encontrada morta após atividade escolar em setembro de 2015 foi vítima de asfixia.

Na época, a perícia não tinha conseguido detectar a causa da morte da estudante. A nova informação foi divulgada na noite deste domingo (10) pelo programa “Fantástico”, da TV Globo.

Victoria Natalini, 17, estudava na escola Waldorf Rudolf Steiner, instituição privada da zona sul da capital. A menina participava com um grupo de 34 estudantes de uma atividade extraclasse na fazenda Pereira, em Itatiba (a 84 km de São Paulo).

Ela realizava com colegas um trabalho de medição de terreno no dia 16 de setembro, quando avisou que voltaria à sede da fazenda. Às 15h30, um professor deu pela falta da aluna. No início da noite a polícia foi acionada e realizou buscas na propriedade durante a madrugada. O corpo foi localizado no dia seguinte, sem sinais aparentes de violência, distante da sede da fazenda.

O laudo do IML de Jundiaí (a 58 km de São Paulo) realizado na época indicou que Victoria não tinha ingerido bebida alcoólica ou usado drogas. A estudante não tinha também sinais violência sexual.

O novo exame, pedido pelo DHPP de São Paulo (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) aponta que Victoria morreu por “asfixia mecânica, na modalidade de sufocação direta”. A delegada do DHPP que cuida do caso, Ana Paula Rodrigues, declarou ao “Fantástico” que uma das hipóteses é a de que a estudante foi assassinada. A polícia ainda não tem suspeitos.

Em nota ao programa, a escola Waldorf Rudolf Steiner disse que “disponibiliza profissionais capacitados para atender às necessidades dos alunos” nas viagens e que apoiará as investigações.