Polícia faz perícia na Casa das Rosas após ocupação de jovens no final de semana

A Polícia Militar entrou na Casa das Rosas, em São Paulo, na madrugada deste domingo (17) para realizar a perícia do local, após um grupo de jovens que ocupava o imóvel deixar espontaneamente o centro cultural por volta das 23h do sábado (16). O grupo de cerca de 50 jovens aprendizes das Fábricas de Cultura ocuparam, às 20h deste sábado, o imóvel localizado na avenida Paulista.

Eles protestavam contra o Instituto Poiesis, organização social que mantém contrato com a Secretaria de Cultura do Estado e faz a gestão de oficinas, Fábricas de Cultura, Casa das Rosas e Casa Guilherme de Almeida.

A perícia da polícia civil chegou ao prédio por volta das 00h45 deste domingo e constatou que foram danificados uma porta interna, a maçaneta e uma janela, que teve as dobradiças estouradas. Na escada que dá acesso ao primeiro andar da casa, três “bastões” que seguram o carpete foram arrancados do piso.

Com a abertura abrupta da janela, que permanecia permanentemente fechada, um painel da exposição sobre poeta Haroldo de Campos, que ficava atrás da abertura, também foi quebrado. A exposição “Estrutura explodida – Vida e obra de Haroldo de Campos” fica em cartaz até o 31 de dezembro.

Os danos causados não comprometeram o acervo da Casa. Segundo a assessoria, a preocupação era com duas peças consideradas as mais importantes do acervo: um quadro de Ramos de Azevedo, pintado a óleo e a mesa de trabalho de Haroldo de Campos. Ambos foram preservados. Os peritos deixaram o imóvel por volta da 1h15. Uma base móvel da Polícia Militar (PM) passou a madrugada em frente ao prédio por medidas de segurança.