PSOL quer testar passe livre em São Paulo, diz Ivan Valente

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O candidato a vice-prefeito de São Paulo pelo PSOL, deputado federal Ivan Valente, afirmou que a chapa encabeçada pela deputada federal Luiza Erundina (PSOL), se eleita, testará o passe livre no transporte público.
“Se tivesse caixa imediato para isso, a gente acha que deveria ser feito, porque tem um retorno para a própria sociedade, seja do ponto de vista econômico, seja do ponto de vista social e cultural também”, afirmou em entrevista à TV Folha.
“Eu diria que vamos experimentar projetos-piloto de liberar catraca em fim de semana e coisas do tipo para lazer cultura e também para a circulação das pessoas”, disse.
Valente participou da série de sabatinas com candidatos a vice-prefeito realizada pela TV Folha.
O deputado não detalhou como custearia a medida. “Como você vai financiar? Está ligado à renegociação da dívida pública, a criação das medidas econômicas compatíveis”, respondeu.
Erundina é terceira colocada na corrida pela Prefeitura de São Paulo, segundo o Datafolha. Para Valente, há chances de eleição.
“Nós não estamos aqui para marcar posição, nós estamos aqui para ganhar”, disse.
O partido formou coligação com apenas mais uma sigla, o PCB, e atualmente conta com um representante na Câmara dos Vereadores -cenário que pode dificultar a governabilidade em caso de eleição.
“Tenho certeza de que Erundina vai agregar muita gente na sociedade civil, inclusive de partidos democráticos e populares”, disse. “Para fazer alianças, tem que ter afinidade.”
Valente criticou ainda a coligação formada pelo candidato do PSDB, João Doria, com 13 partidos. “O que resultará disso? Uma barganha política e uma falta de consciência programática”.
Sobre as principais dificuldades da campanha, o pouco tempo de exposição na televisão e a restrição nos debates, Valente afirmou que o partido busca reverter a situação.
“Essa minirreforma eleitoral é uma violência contra PSOL e outros partidos programáticos e ideológicos. É cláusula de barreira retroativa. Por isso, entramos com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo, que esperamos que seja julgada imediatamente”, disse.
A nova regra eleitoral determina que apenas candidatos de partidos com mais de nove deputados na Câmara tenham participação garantida nos debates. O PSOL tem seis representantes.
Segundo Valente, o prefeito Fernando Haddad (PT), candidato à reeleição, e o deputado Celso Russomanno (PRB), que lidera a disputa, já concordaram com a presença de Erundina, mas Marta Suplicy (PMDB) e Doria são contrários.
O deputado afirmou que para a votação da cassação do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tende a ficar para depois das eleições municipais, em novembro.
“Teria que haver uma reação popular maior para tirá-lo de lá”, afirmou.