Haddad critica ação da PM durante protesto de domingo

SÃO PAULO,SP,25.08.2016:ELEIÇÕES-FERNANDO-HADDAD?UPA-26-AGOSTO - O Prefeito Fernando Haddad durante visita técnica a UPA 26 de Agosto em Itaquera, Zona Leste de São Paulo (SP), nesta quinta-feira (25). (Foto: Peter Leone/futura Press/Futura Press/Folhapress) ORG XMIT: Fotógrafo

CATIA SEABRA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Fernando Haddad (PT), criticou, nesta segunda-feira (5), a ação da Polícia do Estado que, na noite de domingo (4), teria reprimido participantes do ato contra o governo Temer. Haddad disse que vai pedir ao Ministério Público para apurar se houve “violência desmedida”.
“Nenhum prefeito gosta que isso aconteça na sua cidade”, disse Haddad, afirmando que, como prefeito, “tem de garantir a liberdade de expressão”.
Atribuindo essa conclusão a relatos da Secretaria de Direitos Humanos, Haddad disse que os organizadores da manifestação cumpriram “rigorosamente” o que foi acordado com a Secretaria de Segurança Pública do Estado para a realização do protesto. Ele recomendou ainda que sejam ouvidos os jornalistas que testemunharam a ação policial para apurar se houve excessos.
“Quem participou até o final [da manifestação] tem reportado à Secretaria de Direitos Humanos que não houve por parte dos manifestantes gesto que pudesse justificar, ensejar, uma ação repressiva”.
TEMER
O petista afirmou que vem mantendo uma “relação institucional e boa” com o governo Temer. Listando ministros com quem teria “relação pessoal direta” -entre eles, Henrique Meirelles (Fazenda) e Blairo Maggi (Agricultura)- Haddad disse duvidar que o município venha a sofrer retaliação do presidente Michel Temer (PMDB).
“Tenho uma facilidade muito grande em conversar com ministros”, afirmou.
Haddad adotou esse discurso durante reunião com integrantes da Apeop (Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas), que o questionaram sobre a capacidade de investimento da Prefeitura nos próximos quatro anos. O petista afirmou que a Prefeitura está dentro dos limites legais de endividamento, mas reconheceu que depende do aval do Tesouro para obtenção de empréstimo.
“Não tem como escapar de um entendimento com o governo federal”, admitiu.
Na reunião com empresários, Haddad disse que o governo Temer estaria “cometendo um grande erro” ao “desatender” São Paulo.
“Acho que o governo não vai poder dispensar essa oportunidade [de investir na cidade], até por razões políticas. Como explicar que outras cidades vão receber e São Paulo não?”, alegou.
O prefeito repetiu ter se dedicado ao saneamento financeiro da cidade. Sem citar adversários, disse que “não é para amador governar em tempo de recessão”. Concordando com a expressão “baboseira” -usado por um dos participantes da reunião- Haddad criticou os candidatos que fazem promessas inexequíveis, como é, na sua opinião, o congelamento de tarifas.
Logo no início da reunião, Haddad reivindicou a paternidade do CEU, afirmando ter levado à ex-prefeita Marta Suplicy, hoje sua adversário pelo PMDB, a primeira maquete do projeto.
“Lembrava outro dia quando decidi levar à prefeita Marta a maquete do CEU. Quem pagou a maquete foi a Apeop”, disse ele, numa referência à época em que era adjunto da Secretaria de Finanças, durante a gestão Marta.

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