Em greve, médicos protestam por reajuste na sede do governo de SP

***FOTOS FEITAS COM CELULAR*** SÃO PAULO, SP, 24.11.2016: MÉDICOS-PROTESTO - Médicos residentes do Estado de São Paulo protestam, nesta quinta-feira (24), em frente ao Palácio dos Bandeirantes reivindicando o reajuste salarial, o pagamento dos salários atrasados e a melhoria da saúde pública. (Foto: Cícero Silva/Sigmapress/Folhapress)

Médicos residentes fizeram um protesto, nesta quinta-feira (24), em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo Geraldo Alckmin (PSDB), em São Paulo. Eles estão há duas semanas em greve, afirmando que não receberam o reajuste da bolsa de residência que deveria ser oferecido pela Secretaria de Estado da Saúde.

O governo declara, em nota, que os médicos no protesto foram recebidos por representantes da Secretaria da Casa Civil. “No encontro, ficou decidido que os residentes manterão reuniões com as áreas técnicas do governo para discutir as reivindicações do grupo.”

A Secretaria da Saúde, de acordo com a Associação dos Médicos Residentes do Estado de São Paulo (Ameresp), não reajustou o valor da bolsa de residência de 6.600 profissionais em 11,9%, como estava previsto em uma portaria de março do Ministério da Saúde.

A paralisação dos profissionais iniciou em 10 de novembro para reivindicar o aumento, após decisão em assembleia da Ameresp, que representa a categoria. Há 13 mil médicos residentes no Estado, todos em greve, de acordo com a entidade.

A bolsa de residência é meio pelo qual os médicos nesta etapa da formação profissional são remunerados. O valor é definido pelo Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação (MEC).

Segundo a Ameresp, médicos residentes na capital paulista que recebem a bolsa pelo Ministério da Educação (governo federal) e pela Secretaria Municipal da Saúde (prefeitura) já recebem os valores corrigidos desde março. Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo declara que “as bolsas dos residentes são pagas rigorosa e regiamente em dia”.

A pasta do governo Alckmin ainda diz que a culpa do não haver reajuste é do governo federal, já que este definiu “o valor das bolsas dos residentes médicos apenas em março, com atraso, quando o orçamento da pasta já estava fechado e comprometido”.

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