Tapa-buraco cai sob Haddad e Doria, e calçada de SP vira desvio de cratera

Nos últimos seis meses, incluindo quatro de Fernando Haddad (PT) e dois de João Doria (PSDB), a cidade deixou de tapar, em média, 5.000 buracos por mês, na comparação os mesmos meses do ano anterior. O passivo de reparos, no entanto, é muito maior.

Sob Haddad (PT), a quantidade de buracos tapados na cidade caiu de 428 mil, em 2013, para 197 mil, no ano passado, segundo dados obtidos pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação. A situação piorou no fim do mandato, quando a oficina que produz asfalto para o município chegou a ser paralisada.

Já Doria, apesar de ter ampliado o serviço em relação a dezembro, teve uma queda de 7,3% na operação tapa-buracos no primeiro bimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2016.

Com esse cenário, motoristas dizem ter que dirigir de um jeito novo em São Paulo. “É velocidade reduzida, porque senão parece que está sobre um touro mecânico, e desviando, para não sofrer um acidente ou ter um airbag acionado”, diz o engenheiro Rafael Bertoni, 25, que relata uma série de buracos entre sua casa, em São Mateus, e a Mooca, ambos na zona leste.

Procurada, a gestão Haddad atribuiu a diminuição do serviço à crise financeira.A gestão diz ainda que foram deixados R$ 5,5 bilhões em caixa e que “indicação ou não da operação tapa-buracos como prioridade é uma atribuição da atual gestão”.

O vice-prefeito e titular da pasta de Prefeituras Regionais, Bruno Covas (PSDB), afirma que colocou mais equipes para fazer o serviço. “Aumentamos de 32 para 75 caminhões fazendo este tipo de serviço”, diz Covas.