Sob pressão, presidente recua e revoga decreto de Forças Armadas

Sob pressão da base aliada, o presidente Michel Temer recuou e revogou decreto para atuação das Forças Armadas no Distrito Federal. A revogação saiu em edição extra do “Diário Oficial da União” nesta quinta-feira (25). Em meio a episódios de violência e depredação, o peemedebista havia publicado na quarta-feira (24) o decreto que permitia aos efetivos militares atuarem com poder de polícia até a próxima quarta-feira (31), o que criou uma crise com a Câmara dos Deputados.

A função principal, segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, seria a proteção de prédios da Esplanada, embora militares tenham sido vistos circulando por outras áreas de Brasília. “O presidente, considerando que foi restaurada a ordem, a tranquilidade e o respeito à vida, decretou a suspensão da Garantia da Lei e da Ordem”, disse Jungmann.

“A orientação dada ao general que comandou a operação foi de que as Forças Armadas funcionassem defensivamente. Isso quer dizer duas coisas: que protegesse o patrimônio e a vida das pessoas. E que em nenhum momento se envolvesse com a repressão ou com uma questão diretamente atendida pela força policial do governo do Distrito Federal”.

Antes de tomar a decisão, o presidente foi alertado por auxiliares e assessores do desgaste que a presença das Forças Armada poderia causar à sua imagem, já prejudicada pelas delações da JBS.