Prefeitura quer privatizar os cemitérios municipais até o 1º semestre de 2018

A Prefeitura de São Paulo pretende conceder à iniciativa privada a gestão dos cemitérios e do serviço funerário até o primeiro semestre de 2018. No caso dos cemitérios, a gestão João Doria (PSDB) fez na última semana um chamamento público por estudos e projetos para exploração dos 22 cemitérios municipais e o crematório da Vila Alpina.

As unidades municipais tiveram arrecadação anual de R$ 43 milhões e custos de R$ 51 milhões em 2015. Ao lado da privatização da gestão do Bilhete Único, as concessões de cemitérios e do serviço funerário são as prioridades do plano privatista do prefeito de São Paulo.

Um chamamento por projetos para exploração do serviço funerário deve ocorrer no segundo semestre deste ano. Ainda que esteja estudando a forma de concessão, a prefeitura acredita que deverão ser abertas pelo menos 20 funerárias particulares na cidade, que poderão competir entre si.

A gestão já foi procurada por investidores brasileiros, americanos, mexicanos e asiáticos. Entre eles, estão seguradoras interessadas em atuar no ramo funerário. Quanto às falhas apontadas pela reportagem (ver matéria abaixo), a prefeitura diz que fiscaliza o setor, estuda mudanças e sugere que denúncias sejam feitas ao telefone 156.