Pedetista Amazonino Mendes é eleito governador do Amazonas

Ex-governador do Amazonas por três mandatos, Amazonino Mendes (PDT) foi eleito para o cargo pela quarta vez neste domingo (27) em eleição suplementar para cumprir um mandato de pouco mais de um ano. Com 98,3% das urnas apuradas, Amazonino teve 59,4% dos votos válidos e derrotou o senador Eduardo Braga (PMDB), que ficou com 40,6%. A diplomação está marcada para 2 de outubro, mas a data da posse ainda será definida pela Assembleia Legislativa do Amazonas.

A eleição suplementar para o governo do Amazonas foi definida após a cassação do ex-governador José Melo (PROS) ser confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Ele foi acusado de compra de votos.

O resultado das urnas mostra um alto número de eleitores que não votaram em nenhum dos dois candidatos: a soma de votos em branco, nulos e abstenções foi maior do que a votação de Amazonino. Brancos e nulos totalizaram 24% dos votos e a abstenção chegou a 25,72% dos cerca de 2,39 milhões de eleitores do Estado.

A campanha foi marcada por ataques dos dois candidatos, que já foram aliados – Braga foi vice-prefeito e sucessor de Amazonino na prefeitura de Manaus nos anos 1990. Amazonino estava afastado de disputas eletivas desde 2013, quando deixou a prefeitura de Manaus com baixa popularidade. Foi alçado ao posto de candidato numa articulação entre o senador Omar Aziz (PSD) e o prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto (PSDB).

Braga, que já havia sido derrotado na disputa ao governo do Amazonas em 2014 pelo grupo de Omar Aziz, teve o apoio da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) e, no segundo turno, de aliados do governador interino David Almeida (PSD). Ao votar neste domingo, os candidatos criticam as alianças de seus adversários.

A votação terminou mais tarde em 13 municípios do Estado, devido à diferença do fuso horário. Esses municípios estão duas horas atrasados em relação ao horário de Brasília.