Túneis de SP têm riscos por falta de iluminação, extintores e sinalização

Iluminação fraca ou até mesmo a falta dela é o principal problema dos túneis da capital. Os locais sofrem, ainda, com falta de placas de sinalização, falta de equipamentos de segurança (como extintores), sujeira e invasão de moradores de rua. O Vigilante Agora percorreu 18 deles na última semana e só três não apresentavam falhas.
No 9 de Julho (região central), motoristas reclamavam da escuridão. “É péssima a iluminação, muito escuro. Tem que acender o farol, não tem jeito. E à noite fica ainda pior”, diz André Ribeiro, 36, motorista particular.
O túnel de Itaquera, na avenida Itaquera (zona leste), perto da Arena Corinthians, está praticamente às escuras. Em 2015, o Agora já havia constatado isso. Além disso, não tem extintores, e hidrantes estavam vandalizados.
Na Ligação Leste-Oeste, que passa por baixo da praça Roosevelt, o sistema de iluminação estava piscando. Escorria água pela entrada da avenida Amaral Gurgel. Moradores de rua também estavam nas laterais.
Outro túnel com presença de moradores de rua é o José Roberto Fanganiello Melhem, que liga as avenidas Dr. Arnaldo e Rebouças com a avenida Paulista. O local tem ao menos três barracas. Além disso, os moradores fizeram um buraco na parede, onde fizeram um abrigo. Outro problema é a falta de placa de indicação de altura. É o caso do Mackenzie (zona sul), Odon Pereira (zona leste), e 9 de Julho (região central).
Na semana passada, o carro da enfermeira Rosana Alves foi atingido por viga que caiu da entrada do túnel Jânio Quadros (zona oeste), após um ônibus de turismo com altura acima do permitido acertá-la. No mês passado, a juíza Adriana Nolasco da Silva, de 46 anos, morreu após um caminhão acertar a ponte do viaduto Fepasa (centro).
Questionada sobre a condição dos túneis em São Paulo, a Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais, sob gestão João Doria (PSDB), diz que “verificará todas as situações apontadas pela reportagem, a fim de apurar responsabilidades e sanar os problemas que couberem à pasta”.
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) diz que, para pontes e viadutos com altura abaixo de 4,40 m, a companhia reforça a sinalização de regulamentação antes do local, para que o motorista tenha opções de rotas alternativas. Já para os locais com altura regulamentada acima de 4,40 m a sinalização é feita com placas de regulamentação com a altura permitida na própria estrutura. “Os túneis 9 de Julho, Max Feffer, Mackenzie e Jornalista Odon Pereira, com alturas superiores a 4,40 metros, não precisam de sinalização com regulamentação de altura.”

(Folhapress)
Foto: Rubens Cavallari/Folhapress