SBD reforça ações sobre a psoríase no dia em que a doença é lembrada

 

No dia em que todo o mundo é mobilizado para prestar atenção especial e se conscientizar sobre a psoríase, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça a ação que vem fazendo desde o início de outubro para enfatizar no cuidado e em terapias mais atuais e eficazes para a melhora da qualidade de vida dos pacientes.

No Brasil, entre 1,10% e 1,50% da população tem a psoríase que é uma doença inflamatória crônica, imunomediada e não contagiosa, que pode afetar o corpo todo, principalmente os joelhos, cotovelos, mãos, pés e o couro cabeludo.

“A mensagem principal é ressaltar, que apesar da psoríase ainda não ter cura, tem controle e tratamento para a melhora da qualidade de vida dos pacientes. O protocolo clínico da doença evoluiu muito nos últimos anos e vai além dos medicamentos tópicos, como cremes, loções e shampoos. Dependendo do grau, que pode ser leve, moderada ou grave, existem outras formas de cuidar do paciente. A fototerapia, os medicamentos sistêmicos tradicionais e os injetáveis (biológicos) são indicados nos tipos de psoríase moderada a grave”, diz a SBD.

Segundo a SBD, a psoríase causa lesões arredondadas, vermelhas e descamativas, que muitas vezes geram preconceito e diminuem a qualidade de vida dos pacientes acometidos. “O paciente pode perceber aquela casca no couro cabeludo que nunca melhora ou manchas vermelhas descamativas nos cotovelos e joelhos ou uma micose na unha do pé que nunca sara. Essas manchas vermelhas normalmente causam coceira e desconforto”, explicou Gabriella Albuquerque, membro da SBD do Rio de Janeiro.

Segundo ela, a causa da doença ainda é desconhecida, entretanto existem gatilhos que fazem a psoríase entrar em atividade, como estresse, traumas físicos, fumo, infecções e uso de algumas medicações. “O portador normalmente tem uma pré-disposição genética, mas o fumo, álcool, sedentarismo e estresse podem ajudar a desencadear o problema”.

O diagnóstico é feito pelo dermatologista, por meio do exame clínico, mas se necessário, pode ser feita uma biópsia. “O tratamento pode ser feito com o uso de pomadas e a pele tem que ficar bem hidratada para evitar o aparecimento de placas e a piora nas já existentes. Também podem ser utilizados medicamentos sistêmicos.

 

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