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Piloto detido estava dando aula para transporte de drogas em helicóptero

Piloto detido estava dando aula para transporte de drogas em helicóptero

O piloto Rogério Almeida Antunes, preso nesta quarta-feira, em Arujá (Grande São Paulo), por associação com o tráfico, iria ensinar outro piloto a conduzir um helicóptero, modelo Esquilo B2, para o transporte de drogas. O irmão e o “aluno” de Antunes também foram presos.
Em 2013, Antunes foi preso no Espírito Santo transportando 400 kg de cocaína, em um helicóptero da empresa do deputado estadual por Minas Gerais Gustavo Perrella (SD). A PF descartou o envolvimento de Perrella.
Segundo a polícia, Antunes e dois pilotos se preparavam para sair, com um helicóptero, de uma oficina em Arujá, onde também funciona uma escola de aviação. Nenhuma droga foi apreendida.
No celular do “aluno” de Antunes, a polícia encontrou um contado do Paraguai. Ele receberia aulas para pilotar a aeronave consertada para supostamente transportar drogas paraguaias.
A Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de São Bernardo do Campo (ABC) afirma que o trio foi buscar um helicóptero modelo Esquilo B2 que era usado para o transporte de cocaína. A aeronave era monitorada pela polícia desde dezembro do ano passado.
A polícia afirma que recebeu uma informação de que o helicóptero estava em Arujá, e foi fazer a apreensão. De acordo com a Dise, quando os agentes chegaram, Antunes se antecipou, afirmando que já havia sido preso por tráfico. Ele respondia processo em liberdade.
Investigadores abriram a aeronave e verificaram que, na traseira dela, havia um galão de combustível. Isso indicaria, segundo a Dise, que o veículo era usado para levar drogas. A polícia não informou e a reportagem não teve acesso o teor dos depoimentos dos acusados.

GEGÊ
A investigação apontou que o helicóptero realizou 56 horas de voo sem a autorização da Aeronáutica. Além disso, no diário de bordo da aeronave consta o nome de Felipe Ramos Moraes. Ele é o piloto que guiou um helicóptero até uma reserva indígena, a 30 km de Fortaleza (CE), onde Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, líderes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), foram mortos.

(Folhapress)
Foto: Divulgação/Polícia Civil

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