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Cármem Lúcia diz que ‘perdeu’, mas que não queria estar ao lado dos ‘vencedores’

Cármem Lúcia diz que ‘perdeu’, mas que não queria estar ao lado dos ‘vencedores’

Em tom de lamento, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, comentou na manhã desta quinta-feira, 9, a inclusão do reajuste de 16,38% no salário dos próprios ministros na proposta orçamentária da Corte, aprovada nesta quarta-feira, 8, em reunião administrativa do STF, por 7 votos a 4. A ministra votou contra o aumento.

Sem citar nominalmente o reajuste, Cármen disse que na quarta “perdeu”, mas que não queria estar ao lado dos “vencedores”. “O que venceram e como venceram não era o que eu queria e continuo não convencida de que era o melhor para o Brasil”, disse Cármen, que na quarta foi acompanhada pela minoria dos ministros, Edson Fachin, Rosa Weber e Celso de Mello.

Considerado o teto do funcionalismo público, a remuneração atual dos ministros do STF é de R$ 33.763,00 e pode subir para R$ 39 293,32, um aumento de R$ 5,5 mil.

Votaram para aprovar a proposta com reajuste os ministros Dias Toffoli, próximo presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Alexandre de Moraes e Marco Aurélio Mello.

Apesar de ter sido incluído na proposta orçamentária da Corte, o reajuste salarial ainda precisa ser aprovado pelo Senado – o projeto de lei já passou pela Câmara – e também ser sancionado pelo presidente Michel Temer.

Foto: Dida Sampaio/AE

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