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Vídeo mostra criança que morreu no  Metrô correndo para dentro de túnel

Vídeo mostra criança que morreu no Metrô correndo para dentro de túnel

Imagens de câmeras de segurança do Metrô de São Paulo obtidas pela polícia e divulgadas nesta segunda-feira, 11, mostram que o menino Luan Silva de Oliveira correu da plataforma para dentro do túnel por uma portinhola. A criança, de apenas 3 anos, morreu após sair de um carro do trem no qual estava com a família e ser atingida por uma composição.
O registro revela que Luan correu atrás do trem onde havia ficado a família. Menos de quatro minutos depois, às 11h10, uma composição atropelou o menino. Ainda não se sabe se ele desequilibrou e caiu nos trilhos ou se pulou para continuar seguindo o trem.A criança correu do carro na estação Santa Cruz às 11h07. Um SMS foi enviado de dentro do trem por uma passageira não identificada, informando que havia uma criança sem a mãe na plataforma do Metrô.
Câmeras no interior do vagão, na cabine do operador de trem e na plataforma mostram os passos do garoto até entrar no túnel. As imagens são fortes.
Às 11h45, o Metrô comunicou os operadores de trem. Não há informações sobre o número de trens que passaram por cima do corpo da criança. Somente às 12h08, mais de uma hora depois que Luan correu do vagão, funcionários tiveram autorização do Centro de Controle Operacional do Metrô para entrar no túnel.
O advogado da família, Ariel de Castro Alves, disse que pedirá a reconstituição do caso. Também serão solicitadas informações sobre por quais motivos os funcionários da Central de Monitoramento das Câmeras do Metrô não acompanharam a fuga da criança e por que demoraram para agir, explica o advogado.
Um mês e meio após o caso, a mãe Lineia Oliveira Santos, de 26 anos, conta que tem dificuldades para dormir desde que o filho morreu. “Quando durmo, voltam as imagens. Fico pensando que não era para ter saído de casa. Talvez isso não tivesse acontecido”, disse.
Em dezembro, a mãe estava grávida de um mês e meio, mas perdeu a criança após a morte de Luan. Linéia afirma que foi muito julgada pelo caso, inclusive pelo ex-marido, pai das crianças. “Uns falaram que eu empurrei meu filho, outros perguntaram por que soltei a mão dele”, diz.

Família estava viajando
para a Baixada Santista

No dia 23 de dezembro, às 11h, Linéia, o marido, o sogro e os três filhos da mulher seguiam pela Linha 1-Azul do Metrô no sentido Jabaquara, onde pegariam um ônibus para passar o Natal na Baixada Santista.
Como o carro estava cheio, Linéia se sentou perto da porta com Luan no colo e outro filho, de 7 anos, no banco ao lado. No chão, ela colocou uma mochila. Já o sogro, o marido e a filha de 9 anos ficaram em outro ponto do carro.
Segundo relato de Linéia à polícia, quando a composição parou na Estação Santa Cruz, o sogro a chamou para que sentassem todos juntos. Ela, então, se levantou e colocou Luan na sua frente. Uma bolsa que carregava caiu e, ao se abaixar para pegá-la, o menino saiu correndo pela porta, que em seguida se fechou. Laudo do Instituto de Criminalística aponta, segundo o advogado da família, que o filho e a mochila no colo acabaram prejudicando a saída da mãe do vagão.
Em nota, o Metrô disse que a investigação está em curso e as informações solicitadas já foram prestadas pela companhia à autoridade policial.

Foto:Divulgação

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