Pressionado pela crise, Metrô de SP abre plano de demissão voluntária

ADESÃO – Não foi divulgado o número de funcionários que a empresa planeja atrair para o plano de demissão; inscrições ocorrem no período de 25 de julho a 8 de setembro

O Metrô de São Paulo anunciou nesta terça-feira (19) que aprovou um plano de demissão voluntária para seus funcionários, com objetivo de “renovação dos quadros e redução dos custos”. É a primeira vez que isso ocorre desde 1998.

A empresa ressalta, contudo, que fará reposição de 100% das vagas nas áreas operacionais. Somente na área administrativa os funcionários que se demitirem não serão repostos. O Metrô tem cerca de 10 mil funcionários.

A medida foi adotada como uma das maneiras de combater a crise financeira que a companhia atravessa. Com queda no número de passageiros pagantes e redução nos repasses do Estado para arcar com as gratuidades, o caixa da empresa fica cada vez mais comprometido.

Para atrair os funcionários, o Metrô oferece valor equivalente a 40% do saldo do FGTS e assistência médica paga pela empresa por prazo que varia conforme o tempo de serviço.

Não foi divulgado o número de funcionários que a empresa planeja atrair para seu plano de demissão voluntária, que terá inscrições no período de 25 de julho a 8 de setembro. Em casos de atividades consideradas chaves para a empresa, o Metrô pode estabelecer um prazo de até dois anos para que o funcionário efetivamente se desligue.

 

 

Incentivos para quem

aderir ao plano do Metrô

 

– Saldo do salário dos dias trabalhados

– 13º salário proporcional

– Férias vencidas ou proporcionais

– Gratificação por tempo de serviço sobre verbas rescisórias

– Aviso prévio de 30 dias mais 5 dias a cada ano trabalhado

– Valor equivalente a 40% do saldo do FGTS (que será pago como verba indenizatória)

– Assistência médica paga pelo Metrô conforme o tempo de serviço