Russomanno diz que Marta o ataca por ‘desespero’

ARTUR RODRIGUES
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O candidato à Prefeitura de São Paulo Celso Russomanno (PRB) acusou Marta Suplicy (PMDB) de fazer ataques à sua vida pessoal porque “está desesperada”.
A afirmação foi feita na manhã desta segunda-feira (26), antes de carreata pela região comercial do Brás (área central).
“Enquanto a Marta poderia ter usado 400 comerciais de 30 segundos cada para mostrar projetos de saúde, segurança, educação, ela está usando para me atacar, atacar uma empresa que eu fechei por conta da crise [causada] pelo partido do qual ela era [PT]”, disse. “Acho que isso é triste, é medo, é desespero da Marta. A Marta está desesperada, por isso ela está fazendo isso. Ela está preocupada de não ir para o segundo turno, então ela sai atirando para todos os lados”.
Além das críticas relacionadas a um bar do candidato que fechou em Brasília (DF) devendo cerca de R$ 2 milhões em aluguel, Russomanno reclamou de ataques contra sua família nas redes sociais.
Russomanno vinha mantendo estratégia de não revidar a ataques, mas mudou de postura após perder pontos e a liderança isolada nas pesquisas, que agora mostram um triplo empate técnico com Marta e João Dória (PSDB), segundo o Datafolha.
O candidato do PRB diz ser normal o crescimento de Doria, devido ao tempo de TV e rádio. “Ele tem cinco vezes mais tempo de inserção que eu tenho para mostrar meu programa de governo. No segundo turno, nós temos tempos iguais. Vamos com igualdade discutir a cidade de São Paulo com propostas limpas”, disse.
Russomanno também atacou proposta de Doria que fala em usar vagas na rede privada de saúde para suprir o deficit na rede pública. “Quem que paga isso? Veja quanto custa a conta de uma internação num hospital particular. Isso é uma loucura”, afirmou.
Questionado por comerciantes no Brás, Russomanno prometeu que em sua gestão subprefeitos seriam dos bairros. Ele não vetou indicação por partidos, mas afirmou que cobraria uma lista tríplice das legendas. Os cargos indicados seriam todos divulgados, para que a sociedade pudesse cobrar depois, disse.