Policial em atividade de risco pode ter regra especial de aposentadoria

SÃO PAULO, SP, 17.11.2016: SEGURANÇA-SP - Polícia Militar ganhou 2.198 novos agentes que reforçarão o patrulhamento preventivo e ostensivo no Estado de São Paulo. A formatura dos novos soldados acontece nesta quinta-feira (17) no Anhembi, na capital paulista, e conta com a presença do governador Geraldo Alckmin. (Foto: Chello/FramePhoto/Folhapress)

O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), defendeu nesta quinta-feira (16) regras diferenciadas para os policias que exercem atividade de risco. Oliveira Maia enfatizou que ainda está estudando as alterações que pode incluir em seu relatório, previsto para ser divulgado na segunda quinzena de março. “Estou na linha de Raul Seixas: metamorfose ambulante”, afirmou.

Ele negou, contudo, a possibilidade de retirada dos policiais civis da PEC. “Se criarmos novas exceções, estaremos abrindo a porteira. […] Onde passa boi, passa boiada”, disse. Apesar de dizer que seria “temerário” retirar categorias da PEC, ele classificou como “justo” o pleito dos policiais por regras diferenciadas. Isso deve valer, segundo o relator, nos casos em que há atividade de risco.

Os policiais civis e federais reclamam de os militares terem sido retirados da reforma da Previdência. “O tratamento é discrepante. O risco dos policiais é mais iminente que dos militares”, afirmou à reportagem o presidente da Federação Nacional de Policiais Federais, Luís Antônio Boudens.