Alckmin defende a saída do PSDB do governo Temer após reformas

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu que seu partido deixe de participar do governo do presidente Michel Temer (PMDB) após a aprovação das reformas trabalhista e da Previdência.

Ao falar à imprensa após o desfile comemorativo da Revolução Constitucionalista de 1932, na manhã deste domingo (9), na capital paulista, o governador voltou a dizer que anteriormente havia se posicionado desfavoravelmente à ocupação de cargos pelo PSDB no governo Temer.

Segundo Alckmin, os tucanos deveriam somente ter dado apoio às reformas propostas pelo peemedebista.

Em seguida, o governador afirmou que a legenda não deve continuar na administração federal após a aprovação das alterações nas regras trabalhistas e previdenciárias. “Hoje o que nós devemos fazer? Aguardar o término das reformas. Depois disso, eu vejo que não há nenhuma razão para o PSDB participar do governo”, disse.

Presente ao mesmo evento, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), repetiu seu posicionamento de que a saída do governo Temer pode ser discutida, mas o partido deve continuar apoiando as alterações nos regimes trabalhista e da Previdência. “Eu não defendo que o PSDB se mantenha no governo. Defendo que o PSDB tenha um olhar para o Brasil. Pode até ser sem ficar no governo, essa é uma questão do debate”, afirmou. A votação da reforma trabalhista está marcada para terça-feira (11) no Senado.