Disque-Denúncia completa 17 anos com mais de 2 milhões de atendimentos

Há 17 anos, o telefone do Disque-Denúncia (181) tocava pela primeira vez, na cidade de São Paulo. Em 25 de outubro de 2000, o sistema de informações anônimas começou a funcionar, um dia após a assinatura de uma resolução que regulamentou o serviço. De lá até o último mês de setembro, 2 milhões de denúncias, feitas via telefone ou internet, foram apuradas.

Nos 68 dias entre a criação e o fim de 2000, os atendentes receberam 9.948 ligações sobre diversos crimes – uma média de 146 por dia. Seis mil dias depois da inauguração, o telefone 181 atende a cerca de 443 denúncias feitas de todos os municípios paulistas, diariamente – já que o serviço funciona ininterruptamente. E o sigilo absoluto é garantido.

A história do Disque começou quando a Secretaria da Segurança Pública (SSP) se conveniou ao Instituto São Paulo Contra a Violência (ISPCV), uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) criada por empresários em 1997. O objetivo da parceria era criar uma central de atendimento exclusiva e gratuita para o recebimento de denúncias.

Na época em que foi lançado, o sistema ainda não contava com o tradicional número 181 – havia outros dois contatos, ambos gratuitos – e as informações aceitas se restringiam aos crimes de tráfico de drogas, homicídios, latrocínios, sequestros, roubos e furtos em geral e de veículos, além de dados que ajudassem a localizar pessoas procuradas pela Justiça.

Para cada delito, há um questionário específico, que é feito ao denunciante por policiais, para que nenhum dado seja perdido e a contribuição para as investigações seja maior. Os aparelhos da central telefônica não são ligados a nenhum sistema de rastreamento nem de identificação de chamadas. O denunciante ainda pode, com uma senha, acompanhar o caso.

Em 2015, o governo implantou novos formulários e o sistema passou a receber informações sobre furtos de caixas eletrônicos com uso de explosivos, incêndios a ônibus e casos de violência de torcidas de futebol. O Disque funciona hoje no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Rua Dr. Jorge Miranda, no bairro paulistano da Luz.

Balanço

De 2000 até o final de setembro, os atendentes do Disque-Denúncia receberam exatamente 1.910.554 ligações anônimas. Outras 279.799 foram feitas online, entre 2014 e 2017, pelo site do WebDenúncia (www.webdenuncia.org.br). Ao todo, o serviço colheu 2.190.353 dados que auxiliaram em investigações policiais do Estado de São Paulo.