Mutirão em SP inicia pagamentos das perdas dos planos econômicos

 

 

Os poupadores que entraram na Justiça para reivindicar a reposição de perdas provocadas pelos planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989) e Collor 2 (1991) começaram nesta segunda-feira (22), em São Paulo, a dar entrada nos procedimentos para o recebimento dos valores em curto prazo.

O atendimento, em forma de mutirão, aplica-se ao acordo, validado em 1º de março deste ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF) entre a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Advocacia-Geral da União (AGU) AGU, Banco Central, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e Frente Brasileira Pelos Poupadores (Febrapo).

O atendimento ocorre em uma unidade do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), na rua Barra Funda, 930, 2º andar, e prossegue até o próximo dia 17 de dezembro. Mas nesse mutirão, o primeiro no país, só estão sendo atendidos os clientes que fizeram a adesão pelo portal da Febraban.

O movimento foi pequeno pela manhã já que apenas aqueles “convocados pelos bancos” estavam sendo atendidos, disse o diretor jurídico da Febraban, Antonio Negrão. Segundo ele, das 16 instituições financeiras que devem fazer o acerto com os poupadores só quatro estão participando desse mutirão – Bancos do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander.

O atendimento será feito de segunda a sexta-feira, no horário comercial, até o próximo dia 17 de dezembro, e o prazo para a adesão ao acordo vai até o dia 1º de março de 2020. Para ser atendido no mutirão, o poupador deve levar documento de identidade e estar acompanhado de um advogado.