Trânsito na capital fica acima da média no 1º dia útil após viaduto ceder na Marginal

 

O primeiro dia útil após o feriado prolongado da Proclamação da República e da Consciência Negra exigiu paciência dos motoristas da capital paulista, em razão da interdição de um trecho da Marginal Pinheiros após um viaduto da pista expressa ceder no dia 15. Nesta quarta-feira, 21, a lentidão nas vias da cidade de São Paulo se manteve acima da média desde 7h. Já às 7h30, o congestionamento era de 112 quilômetros nas vias da capital. A média de engarrafamento para o horário é de 81 quilômetros.

Segundo a Companhia de Engenharia do Tráfego (CET), às 8h30 a capital chegou à marca de 141 quilômetros de engarrafamento, ou 16,3% de retenção – a média da capital é de 13,8% para o horário

O recorde de congestionamento de São Paulo neste ano foi no dia 6 de agosto, às 9h30: 208 quilômetros. A causa foi uma combinação de mau tempo provocado pelas chuvas e a volta às aulas de colégios e faculdades. Por volta das 8h44 desta quarta, a cidade registrava 177 km de lentidão, sendo a zona sul a mais congestionada. O maior valor da história se deu no dia 23 de maio de 2012, quando foram registrados 249 km às 10h. A lentidão foi consequência de uma greve dos metroviários.

“O trânsito hoje [ontem] na cidade de São Paulo está 20% acima do limite da média histórica. Nossa expectativa era que ficasse em 30% e não chegou”, disse o prefeito Bruno Covas, que monitorou a situação na sede da CET. Nesta quarta, ele voltou a dizer que não há prazo para conclusão das obras do viaduto.

Para Covas, o trabalho dos técnicos da CET e da Secretaria dos Transportes nos últimos dias e a colaboração da população contribuem para a minimização dos efeitos da interdição. “A gente acredita que há duas razões principais para isso: o trabalho que os técnicos da CET e da Secretaria de Transportes fizeram ao longo desses dias. Eram previstas 10 intervenções e já foram feitas quatro, o que permitiu liberar 10 dos 15 quilômetros da pista expressa da Marginal. E também a colaboração da população”, afirma Covas.

 

 

Foto: Renato S. Cerqueira AE