HB20 lidera vendas de novos em setembro

Com a paralisação das fábricas por causa da falta de componentes, sobretudo chips, o mercado de carros vem passando por sucessivas oscilações no Brasil. Em setembro, os números de vendas de automóveis e comerciais leves caíram 10,19% em relação a agosto. Porém, no acumulado dos nove primeiros meses do ano os emplacamentos cresceram 13,19%. Os dados são da Fenabrave, a federação que reúne as associações de concessionárias de veículos do País.

Em números absolutos, no mês passado foram vendidos 142.354 automóveis e comerciais leves no mercado brasileiro. Em agosto, foram 158.501.

No acumulado do ano, os emplacamentos dos dois segmentos somaram 1.469.862 vendas. No mesmo período de 2020, o total foi de 1.298 557.

Por modelo, um dos destaques do mês passado foi o Hyundai HB20. Com 7.147 unidades vendidas, o hatch compacto superou a picape Fiat Toro, que somou 6.853 vendas, e conquistou o topo da lista

Porém, no acumulado de 2021 o utilitário da marca italiana mantém a liderança. Assim, tem 85.384 emplacamentos, ante 67.146 do modelo da Hyundai no mesmo período.

Outro que chamou a atenção em setembro foi o Onix. Líder absoluto de vendas nos últimos anos, o compacto da Chevrolet andava sumido do ranking por causa das recentes paralisações da produção das fábricas da GM no Brasil. Já no mês passado, o hatch ficou na 11ª posição. Confira a lista dos 20 mais vendidos no quadro acima.

Aliás, a GM conquistou o terceiro lugar no ranking de fabricantes em setembro, com 12,63% de participação. Na primeira posição está a Fiat, com 20,4% e na segunda, a Volkswagen, com 14,53%. Em quarto aparece a Hyundai (10,2%). A Toyota fecha a lista das cinco maiores marcas, com 8,82%.

Queda

A crise inédita de escassez de semicondutores em escala global, que tem prejudicado a produção, levou a indústria de veículos no Brasil a registrar a quarta queda mensal seguida nas vendas de zero-km. Esse resultado considera a soma das vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Por ser um setor que envolve uma longa cadeia produtiva, englobando segmentos como peças, plásticos, vidros e eletrônicos, a retração deve gerar implicações para outras atividades industriais, além da área de serviços. Haverá impacto até mesmo no Produto Interno Bruto (PIB), embora os economistas digam que ainda não é possível avaliar qual será a dimensão.

“Estamos diante de muitas incertezas e da maior crise de abastecimento de veículos dos últimos anos”, diz o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior. Com isso, a entidade reviu as projeções pela terceira vez no ano e estima que as vendas totais serão de 2,15 milhões de veículos. Ou seja, 230 mil a menos do que antes.

A alta de 16% em relação a 2020 foi reduzida para 4,8%, sobretudo por causa do segmento de automóveis, o mais atingido pela falta de peças.