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Governo de SP dá nome de Dom Paulo Evaristo Arns a parque na ZN da capital

Governo de SP dá nome de Dom Paulo Evaristo Arns a parque na ZN da capital

O complexo cultural, recreativo e esportivo, conhecido como Parque da Juventude, na zona norte de São Paulo, agora passa a se chamar “Parque da Juventude Dom Paulo Evaristo Arns”. A denominação se tornou viável após iniciativa do deputado Luiz Fernando (PT), que idealizou Projeto de Lei em homenagem ao arcebispo falecido em 14 de dezembro de 2016. A Lei 16.761 foi sancionada pelo governador Márcio França, na sexta-feira (8).

“Trata-se de um homem muito à frente de sua época, que revolucionou a igreja com suas ações, priorizando a periferia pobre e lutando pelos direitos humanos. Com muita coragem, denunciou as arbitrariedades, torturas, mortes e desaparecimentos daqueles que se posicionavam contra o regime militar. Portanto, é uma homenagem emblemática colocar o nome do Cardeal Arns em um local que foi palco de uma afronta aos direitos humanos, o famigerado massacre do Carandiru”, diz Luiz Fernando.

O Parque da Juventude substituiu o Complexo Penitenciário Carandiru por uma área de lazer e entretenimento ao ar livre. O presídio, inaugurado em 1956, durante 46 anos foi o maior da América Latina e chegou a alojar mais de oito mil presos. O equipamento também foi cenário do famoso massacre de 111 presos durante uma rebelião em 1992, fato marcante que levou à desativação do presídio, parcialmente demolido em 2002.

Referências históricas da época do Carandiru são preservadas
Em 2007 foi concluído o projeto arquitetônico do parque, que contemplou as três grandes áreas hoje existentes: esportiva, central e institucional. O parque possui ampla área verde, instalações para práticas de esporte, áreas de lazer e entretenimento para pessoas de todas as idades, espaço canino e grande área aberta para a realização de shows e eventos.

Além disso, foram mantidos grandes referenciais históricos da época em que o espaço abrigou o Complexo Carandiru, como muralhas e ruínas de celas do presídio; e a oficina de trabalhos manuais transformada no ginásio do parque e que abriga hoje uma academia. Além disso, os pavilhões 4 e 7 foram transformados em duas grandes Escolas Técnicas (ETECs).

Foto: Divulgação

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