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Cidades brasileiras têm atos contra  cortes federais na área da Educação

Cidades brasileiras têm atos contra cortes federais na área da Educação

Uma série de protestos contra os cortes do governo Jair Bolsonaro (PSL) na educação básica e no ensino superior ocorreram nesta quarta-feira, 15, no país. Em capitais como São Paulo, Belo Horizonte e Salvador, os atos contra os bloqueios do Ministério da Educação (MEC) começaram pela manhã, mas no período da tarde ela tomou contas das ruas de forma mais efetiva. 

Além das manifestações, algumas universidades e escolas cancelaram as aulas. Os protestos foram registrados em, ao menos, 192 cidades brasileiras.

Foi a primeira grande onda de manifestações durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, pouco mais de quatro meses após ele ter tomado posse. Em Dallas (EUA), Bolsonaro classificou os manifestantes de “idiotas úteis” e “imbecis”. 

Segundo o Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), ao menos 32 escolas privadas da capital aderiram à paralisação. Dentre elas, está o Colégio Equipe, de Santa Cecília, região central, que divulgou um comunicado. 

“Aderimos à paralisação em defesa da educação, da pesquisa, do trabalho dos professores e professoras de todo o país, do nível básico às pós-graduações das redes pública e privada”, diz o texto. Além disso, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e a Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Fapcom) também cancelaram as aulas desta quarta. 

Desde as 6h, estudantes, professores e servidores da Universidade de São Paulo (USP) protestam na Cidade Universitária. A partir das 14h, a manifestação se concentrou no vão livre do Masp, no centro expandido de São Paulo. Os dois sentidos da via foram bloqueados. Depois marcharam em direção à Assembleia Legislativa de São Paulo. Policiais reforçaram a segurança durante o protesto.

Ministro da Educação é ouvido pelos deputados

Pelo menos 75 das 102 universidades e institutos federais do país convocaram protestos em resposta ao bloqueio de 30% dos orçamentos determinado pelo Ministério da Educação (MEC). Eles terão apoio de universidades públicas estaduais de diversos Estados – incluindo São Paulo, onde os reitores de USP, Unicamp e Unesp convocaram docentes e alunos para “debater” os rumos da área. 

Um dos alvos do protesto, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse nesta terça-feira, 14, que as universidades precisam deixar de ser tratadas como “torres de marfim” e não descartou novos contingenciamentos.

Weintraub, afirmou nesta quarta (15) no plenário da Câmara dos Deputados, que está disposto a conversar com todos os parlamentares e reitores das universidades. “O que a gente pede: venham ao MEC, mostrem os números. Se a gente não chegar a um acordo, a gente abre as planilhas, vê as contas. A gente vem ao Congresso. A transparência é o principal objetivo dessa gestão”.

Foto:Nilton Fukuda AE

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